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BDRs da XP estreiam na bolsa brasileira, a B3; confira o desempenho

Recibos da XP já começam sua negociação com uma base de aproximadamente 500 mil acionistas

SÃO PAULO – A XP Inc (XPBR31) estreou nesta segunda-feira (4) na bolsa brasileira os seus BDRs (Brazilian Depositary Receipts) – certificados que representam as ações da corretora listada nos Estados Unidos.

A mudança veio após o sinal verde da XP Inc. e da XP Part. A incorporação da XPart pela XP foi aprovada na sexta-feira (1) em assembleias gerais das companhias; com a incorporação, a XPart será extinta.

Em seu pregão de estreia, os BDRs chegaram a se valorizar quase 2,5%, por volta das 11h, cotados a R$ 230,56. Mas passaram a recuar, em linha com a queda do Ibovespa.

Ao final da sessão, os BDRs da XP encerraram o primeiro dia de negociações com queda de 0,72%, aos R$ 223,80, versus uma desvalorização superior do Ibovespa, que recuou 2,22%.

500 mil acionistas

De toda forma, os BDRs da XP passaram a ser negociados com números volumosos, com uma base de cerca de meio milhão de acionistas, que vieram em meio ao processo de cisão com o Itaú.

“Herdamos um presente de mais de 500 mil acionistas, que entrarão na nossa base e serão acionistas na XP”, destacou o CFO da XP Inc., Bruno Constantino, acrescentando que os recibos, “provavelmente”, estarão entre os mais líquidos do mercado.

“Sempre trabalhamos para trazer liquidez ao mercado secundário, o que desenvolve não só o mercado de capitais, como o país e o mercado primário”, disse.

Conforme a Economatica, os papéis XPBR31 equivalem a cerca de 1,13% da carteira do Ibovespa, mostrando a relevância e o tamanho desta operação.

Diferencial competitivo

Por sua vez, o presidente da bolsa brasileira, Gilson Finkelsztain, destacou o papel da XP para a transformação vivida pelo mercado de capitais.

“A XP é parceira da bolsa desde o tempo da Cetip e BM&FBovespa. Parceiros da transformação do mercado de capitais”, afirmou, durante cerimônia de início dos negócios na B3.

Já o CEO da XP Inc., Thiago Maffra, agradeceu aos colaboradores e aos clientes e falou sobre o diferencial competitivo da companhia. “Nossa cultura é a grande vantagem competitiva. É o que a gente precisa para continuar garantindo crescimento nos próximos anos”, afirmou.

Maffra assumiu o cargo de CEO da empresa em maio deste ano, sucedendo Guilherme Benchimol, fundador da XP, que também participou do toque da campainha na estreia dos BDRs na B3.

Em seu discurso, Benchimol lembrou do início da empresa 20 anos atrás, em uma “salinha com 25 metros quadrados”. O fundador da XP também esclareceu que a empresa não lançou papéis no Brasil à época do IPO por conta de regras de mercado, e não por falta de interesse.

“Muita gente falou que a gente não pensou no Brasil, quando na verdade o nosso objetivo era fazer com que a empresa continuasse existindo”, disse Benchimol, acrescentando que, caso a oferta inicial de ações fosse feita no mercado local, os fundadores “não teriam mais o controle” da XP.

Ele lembrou que as economias bem-sucedidas possuem mercado de capital forte e reforçou o compromisso da empresa em democratizar investimentos no Brasil.

“Muitas vezes o pessoal olha o mercado de ações e acha que é só especulação. A gente ajuda o empreendedor a levantar capital e a pessoa física a investir melhor”, afirmou Benchimol.

Operação

Com o rearranjo societário, que resultou na emissão dos BDRs, o Itaú deixa de ter alguns poderes de veto na XP, como impedir operações de fusões e aquisições ou a indicação de executivos da alta cúpula da companhia.

“Quando a gente pensa na governança da XP, continuamos o acordo de acionistas com a Itaúsa [controladora do Itaú], só que de um jeito bem melhor do que o que existia antes da incorporação”, afirmou Constantino a jornalistas.

O CFO da XP, no entanto, admite que a nova configuração não é “o melhor dos mundos” do ponto de vista de governança, já que a Itaúsa ainda pode indicar dois conselheiros, incluindo um membro do comitê de auditoria da empresa.

“É ter um dos nosso maiores competidores colocando dois membros no nosso conselho, um órgão deliberativo para movimentos estratégicos, alinhamentos e remuneração de executivos”, explicou Constantino.

Na semana passada, Alfredo Setúbal, CEO da Itaúsa, contudo, afirmou que a holding deve se desfazer da posição que possui no XP nos próximos anos, para trazer outros setores ao portfólio.

“Gostamos muito da companhia, acreditamos no crescimento, mas ao logo dos próximos anos, vamos nos desfazer das ações” explicou o CEO, durante evento da Itaúsa.

Fonte: Infomoney | Imagem; Cauê Diniz/B3

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