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#Cafénomia – Afinal, por que é tão ruim furar o teto dos gastos do governo?

Se você acompanhou os sites de notícias, deve ter visto o quanto o mercado financeiro está preocupado com o novo “Bolsa Brasil”. Mas, qual o motivo do desespero? Não é bom que se faça um programa que auxilie os mais prejudicados pela pandemia e em pior situação econômica? Claro que é bom auxiliar os mais necessitados, porém, a questão nunca foi em auxiliar, e sim, de onde virá os recursos para esse auxilio.

Desde o término antecipado do segundo mandato da Presidente Dilma, a situação fiscal brasileira não é favorável ou minimamente confortável. Com a dívida brasileira crescendo, sem formas de contensão, o país caminhava para a insolvência e possível calote, o que assusta qualquer um que tenha recursos investidos no país. Com o objetivo de conter, na força, o quanto o governo poderia gastar, e assim, reduzir as preocupações com a dívida governamental, foi criado no governo do Presidente Michael Temer o teto dos gastos, onde seriam limitados o quanto poderia ser gasto pelo governo e seria somente corrigido o quanto ele poderia gastar pela inflação. O mundo aceitou relativamente bem a proposta, espalhando as preocupações imediatas fiscais. De lá para cá, mesmo com a situação pandêmica que vivemos, a relação Dívida x PIB do Brasil vem melhorando e um dos auxiliadores nesse processo é o limite dos gastos.

Apesar de, pelo ponto de vista fiscal, ser bom o teto dos gastos, ele é extremamente inconveniente no ponto de vista das políticas públicas. Ao contrário da situação em que o Brasil se encontrou nos mandatos do Partido dos Trabalhadores, o governo atual não pode gastar ou investir de forma drástica, caso o fizesse, o limite de gastos seria estourado. Esse é um dos principais pontos que preocupam o mercado com essas promessas de Bolsa Brasil, uma vez que não temos claro a fonte de recursos para ser usado nesses gastos, é provável que usem de alguma manobra para burlar o teto e, assim, voltar a prejudicar a situação das contas públicas brasileiras.

Se for criado algum tipo de imposto para poder compensar o aumento dos gastos públicos, irá ser gerado mais um peso fiscal na economia, prejudicando, inclusive, o brasileiro menos favorecido que iria ser auxiliado com o programa.

Todas essas preocupações irão, no final, afetar como a taxa de juros é gerida, podendo fazer com que ela aumente e, como visto na #ColunaDiquinta do dia 21/10/2021 (#ColunaDiquinta – Juros, o Pai da Renda Fixa? – Diagrama Investimentos) isso impactará diretamente os seus investimentos.

As palavras chave desse tema, tanto para o governo quanto para o investidor, são “cautela” e “estudo”.

Marcello Corsi Janota de Carvalho – Economista e Operador da Mesa de Renda Variável

Entre em contato conosco: (11) 99332-0861 | Rua Amazonas, 439 CJ 45 – São Caetano do Sul XP (ABC) | Av. Ibirapuera, 1753 – XP Moema – SP.

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