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#Cafénomia – é o fim do preço alto das carnes?

A carne nos supermercados brasileiros está cara e isso é uma certeza, praticamente, para todos os brasileiros. Porém, pela primeira vez em dezesseis meses tivemos uma redução no custo da carne. Devemos esperar que tenhamos uma redução drástica no preço da carne nos próximos meses? Infelizmente, não.

Para entendermos o motivo, devemos analisar o aumento em primeiro lugar.

Hoje, a carne brasileira é o que todo consumidor gostaria de ter, barata, de boa qualidade e em grande quantidade. Como um dos maiores produtores de carne do mundo, o Brasil é um foco em fornecer carnes de todo o tipo, seja bovina, suína ou aviária.

O aumento no dólar, fez com que todos os produtos brasileiros ficassem mais baratos internacionalmente e auxiliou para que os frigoríficos conseguissem cada vez mais espaço no mercado internacional. Desta forma, melhorou a situação para as produtoras de proteína brasileira.

 A Argentina, com a intenção de conter a falta de comida nacionalmente, restringiu a venda de carnes para o exterior e abriu ainda mais espaço para as proteínas brasileiras. Toda a situação, junta com o problema no abastecimento de carnes na China.  Após a quebra do consumo de carnes silvestres, que fez com que o boi gordo brasileiro custasse aproximadamente R$ 350,00 a arroba, maior nível de preços da década.

As quedas recentes nos preços foram fruto do medo que a doença da vaca louca pudesse voltar a assolar os frigoríficos brasileiros. Isso fez com que a China proibisse as importações de carnes vindas do Brasil. Essa suspensão, porém, já está sendo negociada para ser revogada, uma vez que o Brasil demonstrou o porquê é um dos melhores produtores de carnes do mundo e controlou a doença antes mesmo dela cogitar a virar um surto.

Apesar da situação demonstrar que podemos ter mais um aumento de demanda voltando para o mercado, uma situação pode favorecer momentaneamente. Até as últimas informações que temos, a restrição de exportações da Argentina poderá ser suspensa no término de outubro. Isso pode fazer com que o aumento da demanda seja suprido pela volta das exportações argentinas, segurando o aumento dos preços.

Com todas as informações que temos até o momento, devemos aguardar o andar dos acontecimentos para termos certeza que essa redução no açougue não será temporária. Porém, infelizmente, ainda demorará para podermos ver uma redução significativa nas refeições brasileiras.

Marcello Corsi Janota de Carvalho – Economista e Operador da Mesa de Renda Variável

Entre em contato conosco: (11) 99332-0861 | Rua Amazonas, 439 CJ 45 – São Caetano do Sul XP (ABC) | Av. Ibirapuera, 1753 – XP Moema – SP.

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